Eutanásia por Vícios

Há um grande contraste entre as mensagens transmitidas pelas diferentes abordagens utilizadas por conselheiros que aconselham pessoas com vícios. Para o conselheiro bíblico, há uma mensagem de esperança encontrada na Bíblia—tanto para essa vida, quanto para próxima. Nós entendemos que escolhas que viciam são escolhas idólatras e pecaminosas, exigindo perdão e o subsequente poder do Espírito Santo para mudar progressivamente as atitudes e comportamentos de qualquer um que lute com vícios. Nós vemos o vício como um problema do coração chamado idolatria e sabemos que o evangelho aborda essa questão com clareza. Há esperança em nossa mensagem.

Com um propósito que nos compele a compartilhar a esperança em Cristo com outros para a glória de Deus, conselheiros cristãos servem viciados escravizados em um aconselhamento com uma abordagem similar a do apóstolo Paulo, descrita em Colossenses 1:24–29:

24 Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja; 25 da qual me tornei ministro de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra de Deus: 26 o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; 27 aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória; 28 o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; 29 para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim.

Uma mensagem de apoio, mas não de esperança

Outros conselheiros (muitos dos quais também são cristãos) adotam o modelo médico com relação aos vícios, que promove apoio, mas não esperança. O viciado é doutrinado com um “modelo médico” que diz que vícios são “incuráveis, progressivos e fatais”; portanto, o alcoólatra/viciado nunca irá encontrar uma cura para sua doença. Ela só vai piorar ao longo de sua vida, até o dia de sua morte. Onde está a esperança nesse modelo? Apenas digitar essas frases e relê-las quase me deixou deprimido, exceto pelo fato de que sei que não é verdade! De fato, não existe qualquer evidencia que suporte a teoria de que vícios são doenças, mesmo sendo tão comumente aceita como verdade absoluta. Assim, os conselheiros que adotam essa teoria estão operando com base em fé, não em fatos evidenciados, apesar deles tentarem dizer o contrário. Tanto o modelo do aconselhamento bíblico e o modelo médico requerem fé em suas respectivas mensagens.

Um caso real de eutanásia

Recentemente, ouvi sobre um doutor holandês que realizou eutanásia em um homem que lutou com sua “doença” de vício por oito anos e logicamente chegou a conclusão que ele nunca iria superar esse vício. Com a mensagem de que alcoolismo/vício é uma doença fatal e que a miséria é algo que o acompanha, ele chegou a uma conclusão sem esperança. Aqui está o link para o artigo [em inglês]: http://www.catholicherald.co.uk/news/2016/11/30/dutch-doctor-performs-euthanasia-on-struggling-alcoholic/.

Um pai de 41 anos de idade com dois filhos recebeu uma injeção letal de seu médico no que é considerado o primeiro caso documentado de eutanásia por alcoolismo. E faz sentido, se você acredita na ideia do mundo de que alcoolismo é uma doença e que não há um Deus no céu a quem devemos prestar contas. Após um casamento fracassado, uma briga com um colega alcoólatra e vinte e uma tentativas malsucedidas de tratamento em programas que tratam o alcoolismo como doença, Mark Langedijk decidiu que sua vida era muito cheia de “dor, bebidas, solidão e sofrimento”, e então ele pediu a seu médico para dar a ele uma injeção letal no dia 14 de julho de 2016. Ele não tinha esperanças; nem ouviu uma mensagem de esperança daqueles que tratam o alcoolismo como uma doença. Ele foi informado de que poderia conviver com essa doença incurável, progressiva e fatal pelo resto de sua vida, e escolheu acabar com sua vida o mais rápido possível. Para ele, era uma conclusão lógica para a desesperança que ele recebeu dos especialistas em vícios.

Eu não sei o que é mais triste sobre essa história—a falta de esperança dele, a falta de esperança nos conselhos que ele recebeu, o médico que decidiu que ele estava certo ao se sentir sem esperança, as crianças que não têm mais um pai, ou o fato de que eu sei que há uma esperança abundante para rapazes como Mark que se rendem a Cristo. Mark poderia ter ouvido uma mensagem diferente e possivelmente experimentado o poder e a esperança em Cristo para ser transformado de seu “vício” pelo Espírito Santo e pela Palavra da verdade.

Um método superior de aconselhamento

Se você é um conselheiro bíblico ou um pastor que genuinamente se coloca diante da Palavra de Deus, a idolatria/embriaguez é um pecado do coração, então nunca acredite que você oferece um conselho inferior àqueles que oferecem conselhos que estão fora da Palavra de Deus. Embora líderes do governo [americano], como o cirurgião geral Vivek Murthy ou a senadora Hillary Clinton, digam que vício é uma doença, a verdade da Palavra de Deus nos diz algo diferente.

No seu aconselhamento, se você proclama o evangelho de Cristo como a real esperança, e a Palavra da verdade de Deus como instrução prática para padrões de arrependimento para uma pessoa viciada, então sua metodologia é muito superior ao que o mundo tem para oferecer. E sua metodologia provê esperança se e quando a pessoa viciada estiver pronta para escutar o que o Espírito está dizendo, ao acreditar e obedecer às palavras de Cristo. Vivemos em um momento de urgência! Um mundo perdido e morrendo precisa ouvir a mensagem de esperança em Jesus Cristo antes que cheguem a conclusão lógica, embora fatalmente falha, de que não há esperança—somente lidar. Enquanto eles estão certos de que não há esperança longe de Cristo, eles não conhecem o poder do Espírito Santo e da Palavra de Deus para aqueles que nasceram de novo, tendo confiado em Cristo somente para vida eterna e para o perdão dos pecados, como a embriaguez. Esta é a verdade que transforma pessoas pela sua graça e que oferece aos viciados um novo propósito, uma nova fonte de poder, uma nova identidade e uma nova esperança.

Participe da conversa

Sua igreja local decidiu recentemente alcançar aqueles que lutam com diversos tipos de “vícios”?

Se sua igreja está envolvida com aqueles que lutam com vícios há algum tempo, como você encorajaria aqueles que estão começando? Que lições você aprendeu durante essa caminhada que pode edificar outros conselheiros bíblicos?

Se você lutou com vícios em algum momento, você ouviu a amorosa verdade de uma igreja local que o alcançou? Nós adoraríamos ouvir suas histórias. Participe da conversa abaixo.

[Este post, de autoria de Mark Shaw, foi originalmente publicado no blog da Biblical Counseling Coalition. Traduzido por Gustavo Santos e republicado mediante autorização.]

Escrito por Gustavo Santos

Gustavo Santos é engenheiro, e mestrando em Divindade pelo Faith Bible Seminary (Lafayette, IN, EUA). Atualmente, serve como estagiário na Igreja Batista Maranata em São José dos Campos - SP.

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Este artigo tem 4 comentários

  1. Jamil Dimas Lopes Ribeiro Responder

    Graça e paz, fui dependente quimico durante 10 anos e conheci o evangelho e sirvo a Cristo durante 33 anos sem nunca mais ter voltado as drogas, pois Cristo me libertou. Hoje tenho uma casa de recuperação e usamos o Autoconfrontação e creio apenas na suficiência da Palavra de Deus.

    • Valéria Lemonache Responder

      Olá Jamil! Pode por favor fornecer o contato da Casa de Recuperação? Sou também conselheira bíblica e creio.no poder da Palavra de Deus e no ministério do Espírito Santo para cuidar de todo problema da alma humana. Louvado seja Deus pela sua restauração!!
      Abç em Cristo, Valéria Lemonache

  2. Lais Responder

    Trabalhamos numa igreja de cidade pequena, no interior do Ceará. Buscamos muita força em Deus, pois aqui a cultura é de vício, e é triste ver pessoas decidindo manter essa Vida longe do Pai. Pelo menos nesses sete meses de trabalho, temos lutado Na proclamação da esperanca que há Na Palavra de Deus.

  3. Fernando Maciel Responder

    A palavra de Deus é viva e eficaz…e apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Entendo que ao abrir a Bíblia o próprio Deus fala através do Espírito Santo nos confrontando com o pecado e dando uma esperança de vida, ela é eficaz, pois cumpre com o propósito para o qual foi enviada. O evangelho é o pode de Deus para todo aquele que crê…e está é a vitória que vence o mundo a nossa fé.

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