“…Longe de vós toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda a malícia. Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou.”
Efésios 4:31-32

“Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus.”
Tiago 1:19-20

 

Ira e amargura são terrivelmente prejudiciais ao amor bíblico, aos relacionamentos harmoniosos e à maturidade em Cristo. Fracassar em despojar-se da ira e da amargura entristece o Espírito Santo, dá oportunidade a Satanás para agir na sua vida, enfraquece o seu testemunho diante de outros e rompe a unidade no Corpo de Cristo. Lidar biblicamente com a ira e a amargura requer obediência completa à Palavra de Deus em todas as circunstâncias e com todas as pessoas, ainda que os seus sentimentos ordenem o contrário (baseado em Mateus 5:16; Romanos 14:19; 1 Coríntios 13:4-5; 2 Coríntios 2:10-11, 5:14-15; Gálatas 5:17-26; Efésios 4:1-3, 26-27, 31-32; 6:11; Colossenses 3:8-15; Hebreus 12:15).

I. O ponto de vista de Deus

(Princípio 45) A ira (grande descontentamento, animosidade) que se desperta ou se expressa rapidamente é característica da velha natureza independente de Jesus Cristo e é contrária às Escrituras (Gálatas 5:19-20; Colossenses 3:8; Tiago 1:19-20). A amargura relaciona-se à ira e demonstra uma grande insatisfação com a soberania de Deus em sua vida. A amargura surge de uma vida voltada para agradar o eu em vez de agradar ao Senhor (Atos 8:18-23; Romanos 3:10-18, esp. versículo 14) e causa muitos problemas (Hebreus 12:15).

II. A sua esperança

(Princípio 46) Visto que a Palavra de Deus ordena que você abandone a ira e a amargura (Salmo 37:8; Efésios 4:31; Colossenses 3:8), é possível fazê-lo (1 Coríntios 10:13; Hebreus 2:17-18, 4:15-16).

(Princípio 47) Você não precisa defender ou proteger aquilo que você entende ser os seus “direitos” (baseado em Salmos 37:23, 84:11-12; 1 Pedro 2:19-25), porque Deus faz com que todas as coisas cooperem juntamente para o bem daqueles que Lhe pertencem e O amam (Romanos 8:28-29).

III. A sua mudança

(Princípio 48) Você deve ter domínio próprio (Provérbios 25:28), ser tardio para se irar (Tiago 1:19) e rápido em lidar com a ira (Efésios 4:26-27), despojando-se de toda raiva, amargura, exaltação, dissensão, fala abusiva e contenda. Você não deve levar em conta as injustiças sofridas (Mateus 5:21-22; 1 Coríntios 13:5; Efésios 4:31; Colossenses 3:8; 1 Timóteo 2:8; Tito 1:7), mas se revestir de paciência, bondade, humildade, tolerâncias para com os outros, compaixão, perdão, amor e domínio próprio (Efésios 4:31-32; Colossenses 3:12-14).

IV. A sua prática

(Princípio 49) Enumere as circunstâncias ou relacionamentos em que você é (ou foi) tentado a ficar irado ou amargurado (baseado em Provérbios 9:6, 14:16; Mateus 7:1-5; Gálatas 5:16-21). Formule um plano bíblico para não pecar naquelas determinadas situações e um plano de emergência para lidar com a ira e a amargura que possam surgir rápida e inesperadamente (baseado em Provérbios 28:13; Efésios 4:26-27; 1 Tessalonicenses 5:22; 2 Timóteo 2:15, 22; Tiago 1:19; 1 Pedro 1:13-16). Confiando no poder e na provisão de Deus (João 15:5; Gálatas 5:24-25; 2 Timóteo 3:16-17), cumpra diligentemente aquilo que você planejou para evitar cair novamente em ira ou amargura (Tiago 1:22-25, 4:17).

(Princípio 50) Pratique o amor bíblico (Provérbios 10:12; 1 Coríntios 13:4-8a; 1 Pedro 1:22, 4:8; 1 João 4:11) concedendo perdão aos outros assim como Deus o concedeu a você (Marcos 11:25; Efésios 4:32; Colossenses 3:13) e fazendo atos bondosos e compassivos justamente para com aquelas pessoas com as quais você costuma ficar irritado (Efésios 4:32; 1 Pedro 3:8-9).